Aposentadoria do Brasil é a 2ª Mais Frágil do Mundo

Segundo estudo da seguradora internacional Allianz, o Brasil possui um dos sistemas previdenciário com o maior risco de quebrar em pouco tempo.
Para evitar que a Previdência Social do País entre em colapso nas próximas três décadas, aumentar a idade mínima para aposentadoria é uma das medidas a serem tomadas. É o que define um estudo feito pela seguradora internacional Allianz.

A pesquisa mostrou que os brasileiros se aposentam, em média, aos 55 anos. Entre 50 países analisados, o Brasil aparece na segunda posição no ranking dos sistemas de pagamentos de benefícios previdenciários com o maior risco de quebrar.

Isso ocorre por dois principais motivos: os brasileiros se aposentam cedo e o número de contribuintes diminuirá devido ao envelhecimento da população nos próximos 30 anos.

A idade média brasileira para se aposentar é baixa quando comparada à de habitantes de países que estão no topo da lista dos melhores sistemas, como a Austrália, onde o benefício costuma ser pago a partir dos 65 anos. Só na Turquia e na Tailândia (a pior do ranking) a média é de 55 anos.

Os países que encabeçam a lista dos que se aposentam com maior tempo de contribuição são México (71); Coreia do Sul (70); Japão (69); Chile (67) e Nova Zelândia (67).

Mudanças

Para reverter esse cenário, segundo o estudo, o Governo deveria impor uma idade mínima para a aposentadoria. De acordo com o estudo, as iniciativas devem ser tomadas num prazo de dez ou 15 anos, afirma o economista Marcelo Caetano, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

“No resto do mundo, dificilmente o trabalhador se aposenta com menos de 60 anos. Entre as mudanças sugeridas, uma das mais importantes é aumentar a idade mínima para a concessão dos benefícios“ diz.

Mas há outras mudanças necessárias, como o fim do pagamento de pensões por morte sem a exigência de idade mínima do beneficiário ou a segurados que já têm benefícios da Previdência, diz Caetano.

“Esse é um vespeiro onde nenhum político quer mexer, mas não há como fugir.” Apesar do quadro a se configurar, estudiosos creem que os futuros aposentados se planejarão melhor antes de pararem de trabalhar.

Os benefícios recebidos por eles, no entanto, passarão por diminuições constantes. O Ministério da Previdência Social informou que não comentaria o resultado da pesquisa.

Planejamento

Segundo os especialistas consultados, para evitar ser tragado por uma eventual quebra do sistema previdenciário nacional, a dica para o consumidor é investir em poupança e em títulos do Governo.

Ambos são opções, segundo eles,seguras para depender cada vez menos da aposentadoria. Quem possui rendimentos elevados, pode optar em fundos de pensões abertos (oferecidos pelos bancos). (da Folhapress)

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