Como Construir Pontes Entre Sonhos e Realidade

Você deveria ler mais. Não importa o quanto você leia. Aqui estão os motivos
O hábito da leitura é fundamental para criar novos horizontes profissionais, para ter novas ideias e, principalmente, para construir pontes entre os sonhos e a realidade. Se o assunto é empreendedorismo, a relação empreendedor-leitura merece ainda mais destaque.

Você deveria ser um amante dos livros. Quando você gosta de ler, você consegue dar a dimensão ao seu conhecimento. E, lendo você pode aprender apenas o que é mais importante para ajudar você a vencer os desafios do seu dia-a-dia.

Os livros valem cursos, MBAs e pós-graduação. Até porque, muitas aulas, muitos cursos parecem que pagamos apenas uma pessoa para ler um livro em voz alta na nossa frente.
Se você pegar um programa de pós-graduação e comprar 2 ou 3 livros sobre cada disciplina, quem garante que você não estará preparado?
Apesar de ser um defensor dos estudos formais – porque infelizmente em muitos casos precisamos do diploma – eu aprendi muito mais com livros do que aulas.
Muito do que eu sei aqui foi aprendido em sessões de leituras, de livros que peguei emprestado na biblioteca da faculdade, com amigos e trocando por outros livros.
Quando se quer contar a história de marcas, se quer produzir conteúdo para usuários na internet, é preciso entender de pessoas, ao mesmo tempo que precisamos entender de marketing.
E para isso, nada melhor do que fazer sua própria pós-graduação personalizada com muita leitura.
Portanto, se você não gosta de ler, mude seus conceitos. Aqui estão alguns depoimentos que podem ajudar:

  1. “Eu não posso viver sem livros” – Thomas Jefferson.
  2. “Os livros servem para mostrar aos homens que esses seus pensamentos não são tão originais assim” – Abraham Linconl.
  3. “Costumo levar coisas para ler, para que eu não tenha que olhar para as pessoas” – Charles Bukowski.
  4. “Leia os melhores livros em primeiro lugar, ou você pode não ter a chance de lê-los até o fim” – Henry David Thoreau.
  5. “Livros abrem a sua mente, ampliam a sua mente e fortalecem-na como nada mais pode” – William Feather.
  6. “A leitura que vale a pena, vale ser comprada” – John Ruskin.
  7. “Todos os livros têm uma coisa em comum: eles são mais verdadeiros do que se tivessem realmente acontecido” – Ernest Hemingway.
  8. “Um quarto sem livros é como um corpo sem alma” – Cicero.
  9. “Bons livros não desistem de todos os seus segredos de uma só vez” – Stephen King.
  10. “Você sabe que leu um bom livro quando vira a última e se sente como se tivesse perdido um amigo” – Paul Sweeney.

Veja essa história que foi publicada originalmente nesse site:

Morador cata livros do lixo e vira médico no DF

A história de superação do médico se tornou exemplo para muitos

Para quem olha para o médico Cícero Pereira Batista, de 33 anos, não imagina a história de superação de como ele conseguiu vencer na vida. O morador do DF enfrentou as barreriras da vida estudando a partir de livros que retirava do lixo. Formado a menos de três meses, o médico planeja a abertura de um consultório particular em Brasília e tem o sonhos de fazer residência em psiquiatria e especialização em medicina aeroespacial fora do Brasil.

Cícero ainda criança saía do Chaparral e percorria cerca de 20 quilômetros todos os dias pelas ruas de Taguatinga em busca de comida. Sua família ainda vive no Chaparral, região administrativa do DF. Cícero é orfão de pai e tem sete irmãos na família, um deles traficante. Ao recolher as sobras de alimentos que levava para sua mãe cozinhar, Cícero  recolhia todos os livros que encontrava em meio ao lixo, além de vinis de  Beethoven e Bach que se tornaram suas inspirações.

De acordo com o médico, ainda crinaça o pai morreu de uma úlcera que provocou hemorragia interna. Sua mãe abalda com a situação se tornou alcólatra. Com a morte de seu pai, Cícero via a mãe ir catara latinhas no meio da rua e a lavar roupa para fora para trazer o sustento para dentro de casa, mas, não era suficiente. “Passamos fome, e tudo o que minha mãe fazia nao dava jeito. Meu irmão trazia traficante para dentro de casa. As brigas entre minha mãe e meu irmão eram constantes e as vezes eu dormia na rua para não ver as brigas” disse Cícero.

As páginas dos livros que na maioria das vezes sujas pelo chorume que havia no lixo, despertavam a imaginação e curiosidade do pequeno Cícero que  sempre reservava um pedaço da caixa que carregava para os seus “tesouros”. “Eu trazia a caixa na cabeça debaixo de chuva e sol. Muitas vezes, escorria secreções dos alimentos e das carnes em mim. Eu parava, descansava um pouco e então seguia para casa”. O médico contou que quando inciou sua escolaridade com 10 anos de idade e matriculado pela sua irmá, já entrou sabendo ler e escrever.

Com o passar dos anos, Cícero decidiu fazer um teste para o curso profissionalizante de técnico de enfermagem. De acordo com ele, a ideia partiu após os cuidados que o então futuro médico tinha com a família. Cícero conta que tinha o gosto dissecar cachorros mortos ou observá-los ampliados com a ajuda de uma lente achada em máquina de fotografia Polaroid, também tirada do lixo.

Com os estudos concluídos, Cícero decidiu prestar concurso e passou a trabalhar na Secretaria de Saúde. O salário pouco se tornava um alívio para sua família, mas, o rapaz almejava mais. Após três anos, o futuro médico então decidiu prestar vestibular para medicina em uma faculdade particular no interior de Minas Gerais e passou. Como não podia abrir mão do emprego, o jovem se dividia entre os plantões aos fins de semana no Distrito Federal e as aulas na outra cidade. “cheguei a desmaiar em sala de aula por causa da fome. Por vezes, precisei dormir na rodoviária para economizar”, lembra.

Formado em junho deste ano, Cícero atualmente trabalha como médico clínico e generalista em dois hospitais de Águas Lindas e Valparaíso, municípios no Entorno do DF. Ele afirma reconhecer em muitos pacientes um quadro semelhante ao que viveu. “São iguais a mim. São pessoas que muitas vezes chegam com fome, chegam doentes porque não tiveram o que comer”. disse o médico.

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